Violeta Extravagante
Querido Diário



Ontem nas notícias na hora de almoço (não me lembro em que canal foi), numa entrevista de rua, perguntaram a uns turistas belgas, o que achavam do povo português e da entrada do FMI.

A resposta deu-me que pensar...

Que gastávamos demais: ao pequeno almoço as pastelarias estavam cheias, na hora de almoço, idem, e ao jantar os restaurantes cheios estavam...como é posssivel gastarmos tanto se temos tão pouco?

Dizia ainda a senhora, que na Bélgica, tomava o pequeno almoço em casa, levava almoço para o emprego, e o lanche era uma peça de fruta e um iogurte, também trazidos de casa.

Não será mesmo que andamos numa euforia gastadora? Não é só o Estado que gasta de mais, somo nós. Vivemos como se não houvesse amanhã, numa era de consumismo desmedido que nos sobra mês em vez de sobrar ordenado.

Se é certo que temos que poupar, também é certo que durante a semana come-se muita "porcaria" que só engorda e entope os "canos". Empadinhas, rissóis, folhadinhos engolidos à pressa, mesmo que seja com umas folhas de alface à mistura, só aumentam o peso e o colesterol, diminuindo o orçamento familiar. O que poupamos no tempo, gastamos em dinheiro, em refeições que por vezes de refeição só têm o nome...

Numa breve pesquisa na net, verifica-se que até no Brasil, a marmita já faz furor à muito tempo...
Que há marmitas para todos os gostos e feitios, que já há um cuidado design na sua apresentação, variados estilos e preços.
Ou seja, há de tudo, desde que se queira, desde que se mude mentalidades.
Há marmitas para todos os gostos e até há o blog amigos da marmita...

Eu já aderi à marmita. Como sou funcionária pública, já há muiiiiiiiito que sinto o corte no meu salário, basta a gasolina aumentar...(14 vezes este ano e não fica por aqui...)
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8 Responses
  1. Rita G. Says:

    Eu tenho almoço gratuito na instituição onde trabalho, mas o meu F., leva todos os dias almoço para o emprego. Tem de ser! bj:)


  2. Manuela Says:

    Querida Violeta, concordo contigo, mas deixo aqui uma questão: quem nos induziu a ser gastadores, a ter cartões de créditos, etc? Tu sabes a resposta, pois és do meu tempo ;)
    Beijinhos.


  3. Observador Says:

    Comer muito sempre foi uma característica dos portugueses.
    O que é pior, é comer-se mal.
    E isso nada tem a ver com crises.

    Há, contudo, uma certa razão nesta chamada de atenção.
    É, porém, adequado, fazer contas.
    Porque muitas vezes fica mais barato comer fora do que em casa.
    É assim tal e qual. Eu já fiz contas.

    Porque fora pagamos o que comemos que já inclui a matéria prima, o gás, a electricidade, a água e ... o trabalho na confecção e na lavagem de loiça.

    Comodismo? Nada disso. Apenas racionalismo.

    Depois, há situações que nos obrigam a ter um regime de alimentação que passa pela necessidade de comer várias vezes ao dia. Que o digam os diabéticos, por exemplo. E sei do que falo.

    Pode fazer-se uma poupança na alimentação? Pode. Mas cuidado. A qualidade terá que funcionar como valor supremo. Que, por isso, substitui a quantidade.

    Já agora ... os belgas não são um povo com moral para nos dar ensinamentos nesse sentido.


  4. Dulce Says:

    Concordo com a visão dos turistas belgas... claro que se deixarmos todos de ir almoçar fora de quando em vez a economia também se ressente, mas é uma questão de equilíbrio... eu quando estava a trabalhar levava almoço de casa 3 vezes por semana, nos outros 2 dias almoçava fora, mas sempre com a margem de 5€ por refeição...

    Mas o que de facto estranhava era como é que as pessoas tomavam o pequeno almoço fora todos os dias! Um sumo, uma sanduiche e um bolo, a rematar com o café... sai uma fortuna! :$

    A propósito desta matéria, descobri hoje uma campanha muito interessante - Comer bem é mais barato - que tem receitas fáceis, saudáveis e a 1€ por pessoa:

    http://www.comerbememaisbarato.com/receitas.php


  5. Candybabe Says:

    É algo em que tenho pensado... Já trabalhei num local em que todos levávamos a "marmita", até era giro porque lavávamos a louça à vez... Por outro lado vinham-nos chamar, mesmo quando estávamos a comer... Mas tendo em conta nova situação talvez volte optar por esta solução.
    Kisses


  6. Rita, tem mesmo que ser assim :)

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    Manuela, eu há 20 anos que tenho cartão de crédito, e nunca me endividei por causa disso.
    Fui habituada a gastar só o que se tem, e a poupar, nem que seja para depois fazer uma "extravagância".
    Na casa dos meus pais, sempre se poupou, talvez por o meu pai ser do tempo das senhas de racionamento...
    A minha semanada, quando estava a estudar, poupadinha dava para o cinema do fim de semana com direito a lanche e tudo.


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    Observador, é pena que poupar tb não seja uma característica nossa..
    Em relação à alimentação fora de casa ser mais barata, depende do que comeres fora e depende do que fizeres em casa para levar...faz-se comida barata em casa, acredita que sim.
    O meu companheiro é diabético, logo tem que comer varias vezes aos dia, sei do que falas também :)


  7. Dulce, faz-me uma confusão isso...
    Vejo pessoas a receberem o rendimento mínimo garantido (terras pequenas conhece-se tudo e todos...)e a tomarem o pequeno almoço fora, n vezes por semana e os filhos a lancharem fora também, resmas de vezes. Ah e com unhas de gel, cabelo pintado, não sei como o dinheiro chega para tanto...
    Vou ver esse site :)


  8. AVOGI Says:

    VIOLETA essas pessoas que falas as que tomam o pequeno almoço fora de casa e vivem do rendimento mínimo sao as que tem os filhos na escola desde as 8e 30 até as 18:30 com refeição de borla por que se a mãe recebe RIS é pobre tem tb os livros de borla pk sao do rendimento mínimo e afinal o que vão faz ao dinheiro? gastar em telemóveis, refeições e plasmas, um em cada quarto, e ainda falam dos professores(falo por mim) e soa os primeiros a enfiar uma espada nas costas.
    kis .=(