Violeta Extravagante
Querido Diário,

Acordo sempre bem-disposta, salvo se estiver adoentada. Considero-me uma pessoa com muitos momentos felizes. Sou geralmente uma criatura optimista.
Mas sou medricas, medrosa mesmo. Sou todos os significados da palavra medricas...Fiquei ainda pior desde que fui mãe. Sou uma mãe galinha assumidíssima, embora não seja super-protectora.

Ontem, eu e o meu rebento, falávamos das viagens de finalistas, onde ele me dizia que o primo da namorada não foi para Lloret de Mar porque não gostava de estar longe dos pais, continuando a conversa perguntei-lhe que tipo de relação ele tinha com os pais, se eram muito castradores. "Não ele tem uma relação muito boa com eles". Falámos mais um bocado, onde ele me dizia que não achava piada nenhuma: "os putos (putos mas da idade dele...) gostam das viagens de finalistas para se embebedarem e fumarem umas ganzas, ele (o primo da namorada) é como eu, não fuma nem se embebeda por isso prefere ficar cá, quietinho e sossegado."
Respirei fundo e agradeci a Deus por ter o filho que tenho. E nunca mais me lembrei do assunto.

Quando há minutos li a notícia da morte do miúdo em Lloret de Mar, senti o coração tão apertadinho, senti uma tristeza enorme.

Não é justo, não está certo, aliás nem há uma palavra para definir a morte de um filho.
Quando nos morre os pais, ficamos órfãos.
Quando nos morre o marido/mulher ficamos viúvos.
Mas não existe palavra quando nos morre um filho... porque a morte de um filho é contra-natura.
Não é justo, nenhum pai deveria passar por tal.


Beijo e Abraceijo para todos os pais que já passaram por isto

Etiquetas: edit post
4 Responses
  1. Rita G. Says:

    Tens toda a razão...ninguém deveria ser sujeito a tanto sofrimento!
    Muitos parabéns pelo teu filhote, parece um óptimo rapaz:-) Bj


  2. Obrigada Rita uma Boa Páscoa para ti e para os teus.

    Beijinho


  3. Está tudo dito. Hoje li algures a propósito disso, que temos que saber dizer não á nossa juventude, ao não o fazermos, eles serão adultos deprimidos e sem capacidade para reagir ás adversidades da vida.


  4. Não sei se têm a ver com o facto de cada vez mais haverem familias monoparentais, mas o que é certo é que antigamente eram os filhos que queriam agradar aos pais, agora são os pais que querem agradar aos filhos...